sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Engenharia Química e Sustentabilidade Ambiental
Segundo o presidente da Abeq, novos conceitos e novas necessidades desafiam a engenharia química neste início do século XXI. A sustentabilidade ambiental ganha relevância no processo produtivo. “Não é mais possível pensar no uso dos recursos naturais sem levar em conta o impacto ambiental”, afirma categoricamente o engenheiro químico.
O meio ambiente é a restrição determinante para se definir o quê, quanto e como produzir. Com esse conceito, surgem inúmeros novos desafios ao profissional do setor. O primeiro é reduzir o impacto da atividade transformadora, levando em consideração todo o processo, da conversão dos recursos naturais ao descarte final dos produtos. Para isso, será preciso reduzir o uso de matérias-primas; substituir produtos quando necessário; adotar tecnologias limpas; utilizar de forma mais eficiente os insumos, por meio do aprimoramento de equipamentos e processos; e adotar a reciclagem e o re-uso de materiais dentro do processo. O segundo desafio é a adoção, em maior escala, de recursos renováveis da natureza para a produção de energia e processos químicos. O petróleo está em baixa. A biomassa e as biorrefinarias são os substitutos. Assim como a energia solar e a eólica.
Outra preocupação é ampliar a substituição de produtos que demoram a se decompor na natureza por equivalentes de degradação rápida. E também reforçar a reciclagem de produtos como alumínio, plásticos, papel e vidro. Promover a reciclagem ambiental é outro desafio, para recuperar ambientes degradados. E o tratamento de efluentes líquidos, sólidos e gasosos.
De acordo com Seckler, pesquisador da IPT: “ o desenvolvimento da nanotecnologia ganha uma importância ainda maior, uma vez que ela aproveita propriedades não usuais da matéria, permitindo o uso mais eficiente dos recursos naturais. “O engenheiro químico deve ter um papel relevante no desenvolvimento da nanotecnologia e da biotecnologia”, diz o presidente da Abeq. “Qual é esse papel e como o engenheiro químico se preparará para essa função é o que precisamos definir imediatamente”, afirma. Ele acredita, porém, que esses desafios, na verdade, representam novas áreas promissoras ao desenvolvimento profissional do engenheiro químico, que terá outros campos de atuação com a nanotecnologia e com a biotecnologia. Ele acredita também que a álcoolquímica e a química verde, a química com preocupação social e ambiental, são tendências fortes para o futuro do setor.
Mas isso não significa que os processos clássicos de engenharia química serão descartados no futuro. Pelo contrário: “O desafio, nesse campo, é o desenvolvimento de processos mais eficientes e o ganho de qualidade”, diz o pesquisador do IPT.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Sustentabilidade empresarial para valer
Fabio Feldmann
De São Paulo
Muitas vezes se tem a impressão de que a fila não anda no tema da sustentabilidade no Brasil. De fato há muita publicidade por parte das empresas e na maioria das vezes assistimos ao que se chama "greenwashing", ou seja, maquiagem ambiental. Ao invés de se entender que sustentabilidade no mundo empresarial passou a ser requisito de sobrevivência para as empresas e o próprio planeta, muita gente age como se bastasse despender recursos em belíssimas propagandas, sendo o assunto matéria do departamento de marketing ou comunicação.
Se depender da publicidade das grandes empresas, não haveria como negar que hoje todos são sustentáveis: bancos, mineradoras, montadoras, enfim, o planeta estaria fora de perigo pois sustentabilidade se tornou algo intrínseco aos negócios. Será verdade?
Em partes, sim, pelo fato de que a sociedade hoje está exigindo dos governos e das empresas respostas claras às demandas de sustentabilidade, com ênfase nos aspectos sócio-ambientais. Por esta razão tanta propaganda. Por outro lado, há que se separar o joio do trigo, ou seja, criar mecanismos que assegurem efetivamente a incorporação da sustentabilidade no mundo empresarial, evitando assim que se esvazie o conteúdo efetivo da sustentabilidade, que traz uma mudança radical no papel das empresas diante da sociedade. Não é suficiente gerar lucros para os acionistas e investidores de maneira geral, mas enfrentar problemas do mundo contemporâneo como o aquecimento global, esgotamento dos recursos naturais, desigualdade social.
Para tanto, as empresas precisam internalizar a dimensão da sustentabilidade em suas atividades, com perspectiva de médio e longo prazo, compreendendo que devem exercer um papel absolutamente estratégico nos temas acima mencionados. Um bom exemplo de como operacionalizar tal dimensão em seus negócios pode ser visto quando as empresas criam critérios de sustentabilidade para aquisição de seus bens e serviços, criando uma cultura nova que atinge toda a cadeia produtiva, assegurando com isso que o consumidor possa exercer uma escolha adequada em termos de seus próprios valores no seu cotidiano.
Explico: ao comprar um móvel de madeira certificada o consumidor está fazendo uma opção clara pela preservação de nossas florestas, bem como ao comprar carne com rastreabilidade está evitando o desmatamento de nossos biomas. Produtos isentos de pesticidas asseguram a saúde dos consumidores, bem como vasos sanitários bem projetados evitam desperdício de água.
Os exemplos que podemos citar revelam claramente que as empresas realmente comprometidas podem ter um papel crucial na construção de uma cidadania planetária, desde que se engajem na busca de soluções para os problemas que vivemos. Um exemplo concreto desse engajamento se dá quando as redes de varejo orientam seus departamentos de compra a construir com a sociedade civil critérios de sustentabilidade, sendo que a participação das ONG's é importante para conferir credibilidade nesses processos.
Esta semana participei de um evento ilustrativo do que estou falando. A Accenture, uma das empresas de consultoria mais importantes do mundo, reuniu representantes dos diversos segmentos do setor empresarial com o propósito de discutir exatamente como estabelecer tais critérios, procurando identificar as barreiras concretas existentes no mercado para que a retórica da sustentabilidade empresarial dê lugar a ação efetiva.
É possível comprar produtos eletrônicos com bom desempenho energético? Como adquirir computadores e aparelhos celulares que não venham comprometer o meio ambiente com seus metais pesados? Para produzir sabonetes e shampoos é viável adquirir matéria prima que respeite a dignidade dos animais no momento do seu abate?
Estas questões foram claramente colocadas nesta reunião, demonstrando que se formos capazes de respondê-las, há razão para que sejamos otimistas. As empresas estão engajadas no processo de construção de novos paradigmas empresariais e - porque não dizer - de uma sociedade com novos padrões de consumo, transformando a lógica da velha economia predatória dos recursos naturais. A partir daí, de acordo com um dos participantes da reunião, o importante é agregar valor para a sociedade a médio prazo.
Mais uma vez saí convencido de que o grande desafio político (em letras maiúsculas) do desenvolvimento sustentável é a articulação do setor empresarial cosmopolita com a sociedade civil organizada, lideranças governamentais comprometidas com o futuro, comunidade científica e mídia. Uma vez articulada tais alianças estratégicas será possível oferecer aos cidadãos, consumidores, investidores, comunidades, um repertório de opções que viabilizem uma cidadania planetária revestida de direitos e deveres, que não se confunde com campanhas publicitárias enganosas e vazias de governos e empresas.
Fabio Feldmann é consultor, advogado, administrador de empresas, secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade e fundador da Fundação SOS Mata Atlântica. Foi deputado federal, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Dirige um escritório de consultoria, que trabalha com questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Educação para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil
A escala e a diversidade de seus recursos naturais fazem do Brasil um país de importância-chave em termos da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável.
O Fórum Global para o Desenvolvimento Sustentável, realizado em Joanesburgo em 2002, propôs à Assembléia Geral das Nações Unidas a proclamação da Década Internacional da Educação para o Desenvolvimento Sustentável para o período 2005-2014. A proposta foi aprovada em dezembro de 2002, durante sua 57ª Sessão.
Na qualidade de principal agência das Nações Unidas para a educação, a UNESCO deve desempenhar papel primordial na promoção dessa década, principalmente no que tange ao estabelecimento de padrões de qualidade para a educação voltada para o desenvolvimento sustentável. Seu principal objetivo é o de integrar os princípios, os valores e as práticas do desenvolvimento sustentável a todos os aspectos da educação e da aprendizagem.
Esse esforço educacional irá incentivar mudanças de comportamento que virão a gerar um futuro mais sustentável em termos da integridade ambiental, da viabilidade econômica e de uma sociedade justa para as gerações presentes e futuras.
Isso representa uma nova visão da educação capaz de ajudar pessoas de todas as idades a entender melhor o mundo em que vivem, tratando da complexidade e do interrelacionamento de problemas tais como pobreza, consumo predatório, degradação ambiental, deterioração urbana, saúde, conflitos e violação dos direitos humanos, que hoje ameaçam nosso futuro.
O impacto das políticas públicas implementadas até o presente pode gerar efeitos de escala planetária, e é importante conscientizar e sensibilizar o público sobre as implicações desses esforços de preservação.
O Escritório da UNESCO irá desempenhar papel primordial na promoção da Década Internacional da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. A preservação do patrimônio ameaçado só será possível com a compreensão e a responsabilidade compartilhada de diferentes gerações.
É fundamental seguir apoiando o aperfeiçoamento das políticas nacionais em ambos os temas, pois elas têm perfil transversal, com reflexos em várias áreas da vida nacional. Nesse sentido, a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS) incorpora dois segmentos fundamentais dentro desse perfil transversal, quais sejam a educação ambiental e a educação científica.
Fonte:
domingo, 2 de janeiro de 2011
Casa mais sustentável II
Todo mês, a seção “Planeta Casa”, da revista Casa Claudia, apresenta idéias e produtos com design moderno, criados com a preocupação de não impactar o meio ambiente e tornar sua casa mais sustentável
Foto: Divulgação
SUSTENTABILIDADE EM MILÃO Realizada pela revista italiana Interni durante o Salão do Móvel de Milão, em abril, a exposição Design Energies convidou designers a criar instalações com o tema "energia renovável" Sustentabilidade e conceitos de arquitetura ecológica apareceram em trabalhos como o dos irmãos Campana, autores dos guarda-sóis inspirados nas ocas de nossos índios.
Foto: Marco Antonio
JOGO DE MONTAR A ideia de montar um tapete customizado com diferentes cores e estampas guiou a criação da linha recém-lançada pela Interfaceflor. Ao todo, são 96 possibilidades que você organiza como um quebra-cabeça: um adesivo de PET reciclado une as placas de 50 x 50 cm ou de 1 x 1 m. "Na composição, os modelos levam de 63 a 72% de fios de náilon reciclados", afirma Reinaldo Schwarz, assessor da empresa. "Desde 1997, demos novo destino a 80 mil toneladas de carpetes e tapetes descartados." Preço: de 145 a 210 reais o m2. Na Caran, tel. (11) 5058-1849, São Paulo. Banco de madeira de Maristela Gorayeb.
VALE PENSAR!
Você realmente precisa de uma casa do tamanho da que tem? Levar as pessoas a refletir sobre essa pergunta é a proposta da Small House Society, associação americana que defende a adoção de moradias pequenas como saída para um cotidiano de menor impacto.
Foto: Cacá Bratke
TRAMA DE PET Fios de 200 garrafas PET recolhidas por cooperativas de catadores compõem a trama do cobertor Simply, um dos vencedores da categoria Produtos de Decoração do Prêmio Planeta Casa 2008. Esse processo de reaproveitamento é apenas uma das iniciativas verdes da rede de supermercados Wal-Mart, SAC 800-7055050, fabricante do produto. "Desde 2005, investimos em inovações e na redução da produção de resíduos e do consumo de energia", diz Christianne Urioste, gerente de sustentabilidade da empresa. Segundo ela, eventos como o Planeta Casa criam uma referência para o consumidor. "Mostram que o comércio consciente pode fazer muito pela natureza."
Foto: Divulgação
VALE CONHECER!
Criado para estimular o debate sobre temas como qualidade ambiental e justiça social na moda e no design, o Instituto Orbitato trabalha em duas frentes: educação - que inclui oficinas e um curso de pós-graduação - e desenvolvimento de produtos. "Investigamos novas possibilidades de produção, da captação de resíduos à comercialização", explica Celaine Refosco, uma das fundadoras do grupo, que, desde 2007, agita a cidade de Pomerode, SC.
Casa mais sustentável
Todo mês, a seção “Planeta Casa”, da revista Casa Claudia, apresenta idéias e produtos com design moderno, criados com a preocupação de não impactar o meio ambiente e tornar sua casa mais sustentável
Revista Casa Claudia
MADEIRA EM EVIDÊNCIA
Criar um desenho que valorizasse a natureza nobre da madeira foi a busca que pautou a designer Fabíola Bergamo na elaboração de uma coleção de 12 móveis recém-lançada pela loja Manufatura. “Investi no caráter escultural das peças, feitas de toras certifi cadas provenientesdo manejo sustentável praticado na Fazenda da Serra, em Ribeirão Preto (SP)”, atesta Fabíola. Entre estofados, cadeiras, bancos e mesas, está o sofá batizado de Antonio, com corpo de jequitibá maciço e forro revestido de algodão. A versão de 2,66 x 1,10 m e 80 cm de altura sai por 8 335 reais. Tel. (11) 2158-0305, São Paulo.
NOVOS PASSOS
Recuperadas, lixadas e pintadas, fôrmas de sapato descartadas viram objetos decorativos nas prateleiras do Ateliê Quinta Reverência. “Como são pesadas, as vendemos como seguradores de porta e pesos de papel”, indica Cris Rocha, da loja. Colorida com tinta acrílica, a peça tamanho 36 tem 26 cm de comprimento e sai por 40 reais. Tel.(11) 3672-2657, São Paulo.
VOCÊ SABIA QUE…
Plantas como a dracena e a espada-de-são-jorge são capazes de limparo ar da sua casa. Em um estudo para determinar a melhor forma depurificar a atmosfera das estações espaciais,a Nasa descobriu que elasnão só transformam gás carbônico em oxigênio como também absorvem toxinas como o monóxido de carbono e o benzeno 39 MIL TONELADAS DE ALIMENTOS são jogadas fora diariamente no Brasil, o que corresponde a 30% da produção nacional. Enquanto isso, 14 de milhões de pessoas passam fome no país.
BOA NOTICIA
Hospitais, escolas e clubes de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul já aderiram à One Degree Less, campanha do Green Building Council Brasil (www.gbcbrasil. org.br) que combate o aquecimento global estimulando prédios a pintar seus telhados de branco. “Queremos convencer os grandes estabelecimentos”, diz Thassanee Wanick, da entidade. “Cada 100 m2 de coberturas claras correspondem a menos 10 toneladas de CO2 no ar por ano.”
TRADIÇÃO PRESERVADA
O intuito de preservar o trançado de palha de trigo, técnica tradicional dos imigrantes italianos de Santa Catarina, levou à criação da ONG Tranças da Terra, tel. (49) 3521-3981, Joaçaba, SC. Um dos vencedores da categoria Ação Social do Prêmio Planeta Casa 2008, o grupo reúne 37 artesãos de seis municípios do centro-oeste do estado. “O troféu nos trouxe visibilidade para além da região”, revela Jociana dos Santos, secretária executiva da organização, que produz objetos como esta mandala de 60 cm de diâmetro. Preço: 90 reais na Lá da Venda. Tel. (11) 3037-7702, São Paulo.
Em São Paulo, Casa Modelo é exemplo de sustentabilidade
Construída em Americana, no Estado de São Paulo, a “Casa Modelo Experimental” é o resultado de um projeto entre 22 empresas que decidiram provar à sociedade que é possível construir moradias com materiais reciclados e renováveis, sem abrir mão do conforto
Débora Spitzcovsky
Pouco conforto e qualidade, falta de beleza e ausência de sofisticação. Essas são algumas das características que ainda aparecem na cabeça das pessoas quando o assunto é casas sustentáveis. Muitas até conhecem o discurso de que sustentabilidade significa, acima de tudo, inovação e criatividade para melhorar a qualidade de vida e diminuir os impactos do planeta, mas têm dificuldades de visualizar uma moradia sustentável.
Foi pensando nisso que 22 empresas brasileiras – entre elas a CPFL – se uniram para desenvolver o projeto “Casa Modelo Experimental”. Instalada na cidade paulista de Americana, desde junho, a construção é um verdadeiro exemplo de que é possível usar a tecnologia a favor da construção de casas sustentáveis e, também, confortáveis.
A preocupação com o meio ambiente já começou na edificação da casa:
– ela foi construída com tijolos fabricados a partir de resíduos;
– sua pintura foi feita com tintas ecológicas à base de água e sem odores;
– e todas as telhas e forros térmicos foram fabricados com restos e tubos de creme dental, a fim de facilitar a ventilação natural do ambiente e, assim, diminuir a necessidade de ar condicionado ou de ventiladores.
Além disso, a Casa Modelo conta com uma série de tecnologias que visam a economia de água e energia. O posicionamento e a angulação do telhado, por exemplo, foram projetados de forma estratégica para captar melhor a luz solar, utilizada para aquecer a água das torneiras e chuveiros – que possuem aparelhos de medidor de consumo.
No banheiro, as duchas possuem um mecanismo que utiliza a própria água quente utilizada no banho para pré-aquecer a água que ainda sairá do chuveiro e os vasos sanitários possuem válvulas com diferentes níveis de descarga.
Um outro diferencial da Casa é um sistema especializado construído para coletar a água da chuva em calhas e, depois, utilizá-la em atividades como a lavagem dos pisos ou a rega dos jardins e pomares. E, nos quartos, foram instalados três tipos diferentes de lâmpada: a comum, a fluorescente e a led, a fim de demonstrar aos visitantes as diferenças de consumo.
O projeto custou cerca de R$ 200 mil e está aberto a visitação do público, no Centro de Referência em Gestão de Proteção dos Recursos Hídricos de Americana. A Casa Modelo é considerada um verdadeiro referencial no setor e será apresentada em case, amanhã, 25 de agosto, na Mostra Fiesp de Responsabilidade Socioambiental, durante a mesa redonda “Economizando energia e gerando sustentabilidade”.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Desenvolvimento sustentável passa pela economia - WWF
A mudança necessária para chegar a um desenvolvimento sustentável será realizada principalmente através da economia e das empresas, embora com apoio da restante sociedade, defendeu hoje um responsável da organização ambientalista WWF.
A propósito da realização da Conferência da ONU para as Alterações Climáticas, que se iniciou na segunda-feira, em Cancún, no México, o coordenador do Programa de Conservação em Portugal da WWF, Luís Silva, disse à agência Lusa que o meio "principal para a mudança será feito via economia", realçando a necessidade de mudar o atual paradigma de desenvolvimento.
Os cerca de 200 países participantes naquela reunião vão tentar chegar a um acordo global sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa e o apoio à adaptação dos países em vias de desenvolvimento, de modo a travar a subida da temperatura média do planeta e as consequentes alterações no clima.
Entre os principais responsáveis pela emissão destes gases estão setores como a energia ou os transportes.
Para Luís Silva, a mudança de paradigma deverá realizar-se também através da "criação de condições para que as empresas operem num modelo de desenvolvimento sustentável, em que as questões da concorrência promovam a utilização da eficiência e das fontes renováveis da energia e não ao contrário".
Atualmente, "uma empresa que tem um impacto negativo sobre o ambiente é mais competitiva que aquela que está a [enfrentar] o custo dos impactos positivos. Esse paradigma é que tem de mudar", salientou.
Quanto às consequências da crise económica no objetivo mundial de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, são positivas, segundo Luís Silva, mas não devido à introdução de alterações estruturais.
A crise "tem um impacto positivo" decorrente de uma diminuição da atividade económica e não de mudanças nas fontes de energia utilizadas ou da melhoria nos processos de eficiência energética e esse é "o grande desafio", salientou.
A rede WWF é considerada a maior organização do tipo no mundo, atuando em mais de cem países, nos quais desenvolve projetos de conservação do meio ambiente.
Rita Antunes, da associação ambientalista Quercus, resumiu a sua opinião acerca das consequências das dificuldades económicas para o objetivo de evitar as alterações climáticas, dizendo que são positivas e negativas.
A crise económica, por um lado "atrasa ou poderá restringir alguns apoios financeiros necessários aos desenvolvimento de novas tecnologias".
Mas, por outro lado, "por causa da crise económica, a União Europeia já reduziu as suas emissões em 18 por cento quando estava previsto consegui-lo mais próximo de 2020".
Assim, para a Quercus, "o grande desafio está em promover o desenvolvimento económico e a saída da crise através de uma economia baixa em carbono seguindo um novo modelo em que as energias renováveis e a eficiência energética têm um papel relevante".
Diário Digital / Lusa
Diário Digital / Lusa
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
CESP
A CESP, maior empresa geradora de energia elétrica do Estado de São Paulo e uma das maiores do Brasil, tem um compromisso com o desenvolvimento de suas atividades conciliado com as questões ambientais e sociais. O objetivo primordial da empresa é o de gerar energia elétrica, cumprir contratos e satisfazer acionistas. Contudo, a CESP exercita a sustentabilidade ao longo de seus mais de 40 anos de atividades de forma pioneira.
Há mais de 30 anos, a companhia desenvolve projetos de recuperação das áreas afetadas pela operação das barragens e de remanejamento populacional desses entornos. Da mesma forma, com uma visão privilegiada do futuro, a companhia trata do reflorestamento das regiões onde atua como uma atividade sustentável do negócio, promovendo a sustentabilidade dos ecosistemas com uma diversidade de espécies da fauna local. Além disso, a Cesp promove diversas ações de reassentamento rural, urbano e de oleiros, educação ambiental, manejo de fauna e pesqueiros, além de criar e desenvolver unidades de conservação.
Em 2006, essas ações foram reforçadas com a criação do Comitê de Sustentabilidade, que é responsável por traçar planos e metas a partir de modelo econômico-financeiro já estabelecido. Esse grupo age de forma conjunta, mas possuem independência para fortalecer cada uma de suas ações nos setores - Plano Estratégico, Práticas de Governança Corporativa e Práticas Sócio-Ambientais.
Esse histórico permitiu à empresa ser listada no ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial – da Bovespa, um rigoroso indicador de excelência entre empresas brasileiras, como socialmente responsável, sustentável e rentável. A entrada nessa seleta lista garante que o diferencial dos programas ambientais está na metodologia eficiente e na excelência do trabalho da CESP.
Há mais de 30 anos, a companhia desenvolve projetos de recuperação das áreas afetadas pela operação das barragens e de remanejamento populacional desses entornos. Da mesma forma, com uma visão privilegiada do futuro, a companhia trata do reflorestamento das regiões onde atua como uma atividade sustentável do negócio, promovendo a sustentabilidade dos ecosistemas com uma diversidade de espécies da fauna local. Além disso, a Cesp promove diversas ações de reassentamento rural, urbano e de oleiros, educação ambiental, manejo de fauna e pesqueiros, além de criar e desenvolver unidades de conservação.
Em 2006, essas ações foram reforçadas com a criação do Comitê de Sustentabilidade, que é responsável por traçar planos e metas a partir de modelo econômico-financeiro já estabelecido. Esse grupo age de forma conjunta, mas possuem independência para fortalecer cada uma de suas ações nos setores - Plano Estratégico, Práticas de Governança Corporativa e Práticas Sócio-Ambientais.
Esse histórico permitiu à empresa ser listada no ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial – da Bovespa, um rigoroso indicador de excelência entre empresas brasileiras, como socialmente responsável, sustentável e rentável. A entrada nessa seleta lista garante que o diferencial dos programas ambientais está na metodologia eficiente e na excelência do trabalho da CESP.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Desenvolvimento sustentável nas empresas: será possível?
A recente tragédia ambiental envolvendo derramamento de milhões de litros de óleo na costa sul dos EUA remete a uma longa e polêmica discussão sobre a dicotomia entre a economia hodierna e a sustentabilidade. Afinal, será possível o chamado desenvolvimento sustentável nas empresas de hoje?
O derramamento de óleo pela BP não é um episódio isolado de desastres ambientais decorrentes de falhas ou acidentes de empresas. Há todo um histórico de corporações – principalmente na área de petróleo, construção civil e indústrias – que, devido às exigências que envolvem seus negócios, acabam extrapolando e danificando demasiadamente a natureza.
O fato é que as empresas sempre necessitarão usar recursos naturais e, dessa forma, contribuir – ainda que indiretamente – com a poluição e exploração de recursos do planeta. No entanto, acredito que podemos abordar essa realidade de forma diferente: adotar um posicionamento já é um grande passo para a mudança do comportamento das empresas em relação a preservação ambiental. E é isso o que muitas organizações estão fazendo hoje.
Em uma disciplina optativa na FFLCH que cursei no ano passado, chamado Relações Internacionais e Meio Ambiente, discuti sobre o tema desenvolvimento sustentável (sustentabilidade + desenvolvimento econômico) e a interface das empresas com a questão da preservação ecológica, do investimento na sociedade local e atuação de diversos players desse âmbito (governo, ONGs, conferências globais, etc).
A tendência é de que uma crescente quantidade de empresas adote e defenda a sustentabilidade. Isso traz não só uma consolidação positiva da reputação e da marca corporativa, mas delineia políticas mais incisivas de responsabilidade ambiental, reduz custos e promove vantagens competitivas perante os consumidores.
Mas falar é fácil: um discurso “florido” muitas vezes não está coerente com as práticas reais da empresa. Isso ocorre não só no ambiente corporativo, mas no cotidiano da própria sociedade. Às vezes, os hábitos e vícios de um estilo de vida já solidificado impedem o uso inteligente e racional de recursos pelas pessoas por, talvez, requerer um esforço extra ou significar a abdicação do conforto e praticidade.
O posicionamento que eu me referi antes entra aqui como uma solução para o possível desenvolvimento sustentável corporativo, pois é a junção entre o discurso e a prática. Dessa forma, um dos maiores desafios que as empresas devem enfrentar é a conciliação do que é dito com o o que é feito na verdade, a realidade.
Por Susana Byun
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Governo promete novos portos para fomentar economia no Amazonas
17 de novembro de 2010
Joyce Karoline - portalamazonia@redeamazonica.com.br
MANAUS – O governador do Amazonas, Omar Aziz apresentou, na manhã de hoje (17) a prévia do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Integrado da Região Metropolitana de Manaus para o desenvolvimento e elaboração de políticas públicas em municípios do interior do Estado. Entre as propostas está a construção de portos em Manacapuru, Itacoatiara e Manaus, além da duplicação das rodovias AM-070 e AM-010.
“Manaus é o centro do sistema de articulação da Região Panamazônica. Precisaremos construir um ou dois portos, porque a economia do Amazonas depende do embarque e desembarque de mercadorias. O incidente do Porto Chibatão prejudicou de certa forma a logística econômica do nosso Estado e temos que resolver o mais rápido possível esta situação”, explicou Aziz.
O Plano pretende diminuir as distâncias entre os municípios e a capital amazonense. Ao todo, oito municípios compõem a região metropolitana: Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. A Região Metropolitana de Manaus foi instituída pela Lei Complementar número 52, de 30 de maio de 2007.
Segundo Aziz, a princípio o encontro desta quarta-feira é uma proposta para o ordenamento urbano para os próximos dez anos. “Essas obras não vão acontecer agora, pois são de longo prazo. Essa é uma meta a ser cumprida durante estes quatro anos de mandato. Quando eu fui eleito no dia seguinte me reuni com a atual presidente Dilma Rousseff, onde discutimos sobre o orçamento da União, que será utilizado nos projetos do Amazonas”, contou Omar Aziz. O governador viaja nesta quarta-feira para Brasília, onde se reunirá com parlamentares e na quinta-feira (18) com a presidente Dilma Rousseff para discutir investimentos para o Amazonas.
Manaus
O Governo também pretende elaborar propostas para melhorar o trânsito na cidade de Manaus, O anel viário foi uma das alternativas estabelecidas durante a reunião de hoje entre Omar, o secretário da Região Metropolitana (RMM), René Levy, o coordenador técnico do plano, o arquiteto e urbanista João Valente, do Consórcio Vetec/Valente, prefeitos dos municípios que integram a RMM, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), Belarmino Lins e da Câmara Municipal, Luiz Alberto Carijó.
Segundo Aziz, a proposta de criação de anéis viários deve melhorar o trânsito em Manaus, com a inauguração de novas pistas para o tráfego de veículos pesados como caminhões, carretas e cegonhas. A proposta do Governo é interligar a Avenida das Torres ao Igarapé do Passarinho e a Avenida Noel Nutels até a estrada do Turismo. "Traçando estes anéis, todas as zonas da cidade ficarão com corredores com rotas alternativas", disse.
O Plano de Desenvolvimento Sustentável e Integrado da Região Metropolitana de Manaus será avaliado e discutido durante seminário, amanhã (18), no auditório Jorge Bonates, na rua Recife, a partir das 8h30, com a participação dos prefeitos, secretários e técnicos estaduais e municipais, assim como representantes de entidades de classe e sociedade civil organizada para discussão e posterior aprovação do Conselho da região Metropolitana. O processo de elaboração do Plano foi iniciado em novembro de 2009, a partir da realização de estudos na região.
Ponte sobre o rio Negro
Segundo Omar, a preocupação maior é por conta da inauguração da Ponte sobre o rio Negro. A construção deve ser inaugurada em 2011. As providências mais urgentes passam por adaptação no sistema viário metropolitano, que incluem Manaus, como núcleo da metrópole e os municípios integrantes da RMM. Um dos principais tópicos do plano é a criação de um anel viário contornando a região.
sábado, 13 de novembro de 2010
Sugestões para o desenvolvimento sustentável:
- Reciclagem de diversos tipos de materiais: reciclagem de papel, alumínio, plástico, vidro, ferro, borracha, etc;
- Coleta seletiva de lixo;
- Tratamento de esgotos industriais e domésticos para que não sejam jogados em rios, lagos, córregos e mares;
- Descarte de baterias de celulares e outros equipamentos eletrônicos em locais especializados. Estas baterias nunca devem ser jogadas em lixo comum;
- Geração de energia através de fontes não poluentes como, por exemplo, eólica, solar e geotérmica.
- Substituição, em supermercados e lojas, das sacolas plásticas pelas feitas de papel;
- Uso racional (sem desperdício) de recursos da natureza como, por exemplo, a água;
- Diminuição na utilização de combustíveis fósseis (gasolina, diesel), substituindo-os por biocombustíveis;
- Utilização de técnicas agrícolas que não prejudiquem o solo;
- Substituição gradual dos meios de transportes individuais (carros particulares) por coletivos (metrô);
- Criação de sistemas urbanos (ciclovias) capazes de permitir a utilização de bicicletas como meio de transporte eficiente e seguro;
- Incentivo ao transporte solidário (um veículo circulando com várias pessoas);
- Combate ao desmatamento ilegal de matas e florestas;
- Combate à ocupação irregular em regiões de mananciais;
- Criação de áreas verdes nos grandes centros urbanos;
- Manutenção e preservação dos ecossistemas.
- Valorização da produção e consumo de alimentos orgânicos.
- Implantação, nos grandes centros urbanos, da técnica do telhado verde.

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