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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Desenvolvimento sustentável passa pela economia - WWF

A mudança necessária para chegar a um desenvolvimento sustentável será realizada principalmente através da economia e das empresas, embora com apoio da restante sociedade, defendeu hoje um responsável da organização ambientalista WWF.
A propósito da realização da Conferência da ONU para as Alterações Climáticas, que se iniciou na segunda-feira, em Cancún, no México, o coordenador do Programa de Conservação em Portugal da WWF, Luís Silva, disse à agência Lusa que o meio "principal para a mudança será feito via economia", realçando a necessidade de mudar o atual paradigma de desenvolvimento.
Os cerca de 200 países participantes naquela reunião vão tentar chegar a um acordo global sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa e o apoio à adaptação dos países em vias de desenvolvimento, de modo a travar a subida da temperatura média do planeta e as consequentes alterações no clima.
Entre os principais responsáveis pela emissão destes gases estão setores como a energia ou os transportes.
Para Luís Silva, a mudança de paradigma deverá realizar-se também através da "criação de condições para que as empresas operem num modelo de desenvolvimento sustentável, em que as questões da concorrência promovam a utilização da eficiência e das fontes renováveis da energia e não ao contrário".
Atualmente, "uma empresa que tem um impacto negativo sobre o ambiente é mais competitiva que aquela que está a [enfrentar] o custo dos impactos positivos. Esse paradigma é que tem de mudar", salientou.
Quanto às consequências da crise económica no objetivo mundial de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, são positivas, segundo Luís Silva, mas não devido à introdução de alterações estruturais.
A crise "tem um impacto positivo" decorrente de uma diminuição da atividade económica e não de mudanças nas fontes de energia utilizadas ou da melhoria nos processos de eficiência energética e esse é "o grande desafio", salientou.
A rede WWF é considerada a maior organização do tipo no mundo, atuando em mais de cem países, nos quais desenvolve projetos de conservação do meio ambiente.
Rita Antunes, da associação ambientalista Quercus, resumiu a sua opinião acerca das consequências das dificuldades económicas para o objetivo de evitar as alterações climáticas, dizendo que são positivas e negativas.
A crise económica, por um lado "atrasa ou poderá restringir alguns apoios financeiros necessários aos desenvolvimento de novas tecnologias".
Mas, por outro lado, "por causa da crise económica, a União Europeia já reduziu as suas emissões em 18 por cento quando estava previsto consegui-lo mais próximo de 2020".
Assim, para a Quercus, "o grande desafio está em promover o desenvolvimento económico e a saída da crise através de uma economia baixa em carbono seguindo um novo modelo em que as energias renováveis e a eficiência energética têm um papel relevante".
Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CESP


A CESP, maior empresa geradora de energia elétrica do Estado de São Paulo e uma das maiores do Brasil, tem um compromisso com o desenvolvimento de suas atividades conciliado com as questões ambientais e sociais. O objetivo primordial da empresa é o de gerar energia elétrica, cumprir contratos e satisfazer acionistas. Contudo, a CESP exercita a sustentabilidade ao longo de seus mais de 40 anos de atividades de forma pioneira.

Há mais de 30 anos, a companhia desenvolve projetos de recuperação das áreas afetadas pela operação das barragens e de remanejamento populacional desses entornos. Da mesma forma, com uma visão privilegiada do futuro, a companhia trata do reflorestamento das regiões onde atua como uma atividade sustentável do negócio, promovendo a sustentabilidade dos ecosistemas com uma diversidade de espécies da fauna local. Além disso, a Cesp promove diversas ações de reassentamento rural, urbano e de oleiros, educação ambiental, manejo de fauna e pesqueiros, além de criar e desenvolver unidades de conservação.

Em 2006, essas ações foram reforçadas com a criação do Comitê de Sustentabilidade, que é responsável por traçar planos e metas a partir de modelo econômico-financeiro já estabelecido. Esse grupo age de forma conjunta, mas possuem independência para fortalecer cada uma de suas ações nos setores - Plano Estratégico, Práticas de Governança Corporativa e Práticas Sócio-Ambientais.

Esse histórico permitiu à empresa ser listada no ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial – da Bovespa, um rigoroso indicador de excelência entre empresas brasileiras, como socialmente responsável, sustentável e rentável. A entrada nessa seleta lista garante que o
diferencial dos programas ambientais está na metodologia eficiente e na excelência do trabalho da CESP.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Desenvolvimento sustentável nas empresas: será possível?



A recente tragédia ambiental envolvendo derramamento de milhões de litros de óleo na costa sul dos EUA remete a uma longa e polêmica discussão sobre a dicotomia entre a economia hodierna e a sustentabilidade. Afinal, será possível o chamado desenvolvimento sustentável nas empresas de hoje?
Bom, o sistema capitalista, por si só, não é nada sustentável. Pelo contrário: para a manutenção e sobrevivência dos ciclos inerentes a esse processo contínuo do mercado, necessita-se de uma grande quantidade de recursos naturais, espaço físico para alocar pessoas e equipamentos, uso de combustíveis fósseis – e poluentes – para fornecer energia e garantir a locomoção da sociedade, e muitas outras atividades que requerem a exploração da natureza, cada vez mais abusiva pelo aumento da demanda global.
O derramamento de óleo pela BP não é um episódio isolado de desastres ambientais decorrentes de falhas ou acidentes de empresas. Há todo um histórico de corporações – principalmente na área de petróleo, construção civil e indústrias – que, devido às exigências que envolvem seus negócios, acabam extrapolando e danificando demasiadamente a natureza.
O fato é que as empresas sempre necessitarão usar recursos naturais e, dessa forma, contribuir – ainda que indiretamente – com a poluição e exploração de recursos do planeta. No entanto, acredito que podemos abordar essa realidade de forma diferente: adotar um posicionamento já é um grande passo para a mudança do comportamento das empresas em relação a preservação ambiental. E é isso o que muitas organizações estão fazendo hoje.
Em uma disciplina optativa na FFLCH que cursei no ano passado, chamado Relações Internacionais e Meio Ambiente, discuti sobre o tema desenvolvimento sustentável (sustentabilidade + desenvolvimento econômico) e a interface das empresas com a questão da preservação ecológica, do investimento na sociedade local e atuação de diversos players desse âmbito (governo, ONGs, conferências globais, etc).
A tendência é de que uma crescente quantidade de empresas adote e defenda a sustentabilidade. Isso traz não só uma consolidação positiva da reputação e da marca corporativa, mas delineia políticas mais incisivas de responsabilidade ambiental, reduz custos e promove vantagens competitivas perante os consumidores.
Mas falar é fácil: um discurso “florido” muitas vezes não está coerente com as práticas reais da empresa. Isso ocorre não só no ambiente corporativo, mas no cotidiano da própria sociedade. Às vezes, os hábitos e vícios de um estilo de vida já solidificado impedem o uso inteligente e racional de recursos pelas pessoas por, talvez, requerer um esforço extra ou significar a abdicação do conforto e praticidade.
O posicionamento que eu me referi antes entra aqui como uma solução para o possível desenvolvimento sustentável corporativo, pois é a junção entre o discurso e a prática. Dessa forma, um dos maiores desafios que as empresas devem enfrentar é a conciliação do que é dito com o o que é feito na verdade, a realidade.
Por Susana Byun

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Governo promete novos portos para fomentar economia no Amazonas



17 de novembro de 2010
Joyce Karoline - portalamazonia@redeamazonica.com.br


MANAUS – O governador do Amazonas, Omar Aziz apresentou, na manhã de hoje (17) a prévia do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Integrado da Região Metropolitana de Manaus para o desenvolvimento e elaboração de políticas públicas em municípios do interior do Estado. Entre as propostas está a construção de portos em Manacapuru, Itacoatiara e Manaus, além da duplicação das rodovias AM-070 e AM-010.

“Manaus é o centro do sistema de articulação da Região Panamazônica. Precisaremos construir um ou dois portos, porque a economia do Amazonas depende do embarque e desembarque de mercadorias. O incidente do Porto Chibatão prejudicou de certa forma a logística econômica do nosso Estado e temos que resolver o mais rápido possível esta situação”, explicou Aziz. 

O Plano pretende diminuir as distâncias entre os municípios e a capital amazonense.  Ao todo, oito municípios compõem a região metropolitana: Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. A Região Metropolitana de Manaus foi instituída pela Lei Complementar número 52, de 30 de maio de 2007.

Segundo Aziz, a princípio o encontro desta quarta-feira é uma proposta para o ordenamento urbano para os próximos dez anos. “Essas obras não vão acontecer agora, pois são de longo prazo. Essa é uma meta a ser cumprida durante estes quatro anos de mandato. Quando eu fui eleito no dia seguinte me reuni com a atual presidente Dilma Rousseff, onde discutimos sobre o orçamento da União, que será utilizado nos projetos do Amazonas”, contou Omar Aziz. O governador viaja nesta quarta-feira para Brasília, onde se reunirá com parlamentares e na quinta-feira (18) com a presidente Dilma Rousseff para discutir investimentos para o Amazonas.

Manaus

O Governo também pretende elaborar propostas para melhorar o trânsito na cidade de Manaus, O anel viário foi uma das alternativas estabelecidas durante a reunião de hoje entre Omar, o secretário da Região Metropolitana (RMM), René Levy, o coordenador técnico do plano, o arquiteto e urbanista João Valente, do Consórcio Vetec/Valente,  prefeitos dos municípios que integram a RMM, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), Belarmino Lins e da Câmara Municipal, Luiz Alberto Carijó.

Segundo Aziz, a proposta de criação de anéis viários deve melhorar o trânsito em Manaus, com a inauguração de novas pistas para o tráfego de veículos pesados como caminhões, carretas e cegonhas. A proposta do Governo é interligar a Avenida das Torres ao Igarapé do Passarinho e a Avenida Noel Nutels até a estrada do Turismo. "Traçando estes anéis, todas as zonas da cidade ficarão com corredores com rotas alternativas", disse.

O Plano de Desenvolvimento Sustentável e Integrado da Região Metropolitana de Manaus será avaliado e discutido durante seminário, amanhã (18), no auditório Jorge Bonates, na rua Recife, a partir das 8h30, com a participação dos prefeitos, secretários e técnicos estaduais e municipais, assim como representantes de entidades de classe e sociedade civil organizada para discussão e posterior aprovação do Conselho da região Metropolitana. O processo de elaboração do Plano foi iniciado em novembro de 2009, a partir da realização de estudos na região.

Ponte sobre o rio Negro

Segundo Omar, a preocupação maior é por conta da inauguração da Ponte sobre o rio Negro. A construção deve ser inaugurada em 2011. As providências mais urgentes passam por adaptação no sistema viário metropolitano, que incluem Manaus, como núcleo da metrópole e os municípios integrantes da RMM. Um dos principais tópicos do plano é a criação de um anel viário contornando a região.

sábado, 13 de novembro de 2010

Sugestões para o desenvolvimento sustentável:


-  Reciclagem de diversos tipos de materiais: reciclagem de papel, alumínio, plástico, vidro, ferro, borracha, etc;
- Coleta seletiva de lixo;
- Tratamento de esgotos industriais e domésticos para que não sejam jogados em rios, lagos, córregos e mares;
- Descarte de baterias de celulares e outros equipamentos eletrônicos em locais especializados. Estas baterias nunca devem ser jogadas em lixo comum;
- Geração de energia através de fontes não poluentes como, por exemplo, eólica, 
solar e geotérmica.
- Substituição, em supermercados e lojas, das sacolas plásticas pelas feitas de papel;
- Uso racional (sem desperdício) de recursos da natureza como, por exemplo, a água;
- Diminuição na utilização de combustíveis fósseis (gasolina, diesel), substituindo-os por 
biocombustíveis;
- Utilização de técnicas agrícolas que não prejudiquem o solo;
- Substituição gradual dos meios de transportes individuais (carros particulares) por coletivos (metrô);
- Criação de sistemas urbanos (ciclovias) capazes de permitir a utilização de bicicletas como meio de transporte eficiente e seguro;
- Incentivo ao transporte solidário (um veículo circulando com várias pessoas);
- Combate ao 
desmatamento ilegal de matas e florestas;
- Combate à ocupação irregular em regiões de mananciais;
- Criação de áreas verdes nos grandes centros urbanos;
- Manutenção e preservação dos ecossistemas.
- Valorização da produção e consumo de alimentos orgânicos.
- Implantação, nos grandes centros urbanos, da técnica do 
telhado verde.



domingo, 7 de novembro de 2010

Ser reciclável não é garantia de sustentabilidade

Empresas e pessoas precisam se conscientizar ainda mais sobre a importância na hora de escolher produtos e materiais para os seus projetos



Atualmente, os mercados têm pressionado designers e arquitetos para criarem produtos e projetos inovadores e sustentáveis. E ser sustentável não é apenas usar produtos e materiais reciclados, mas pensar em toda a esfera global que vai desde a extração das matérias-primas, passa pela logística, produção industrial, chegando até o ciclo final do produto.
“Quando pensamos no ciclo de vida de um produto, temos que projetar uma solução que não seja o envio dele para aterros sanitários. As inovações surgem para minimizar os impactos ambientais, mas empresas e pessoas precisam se conscientizar ainda mais sobre a importância na hora de escolher produtos e materiais para os seus projetos.
Ou seja, não adianta comprar uma cadeira feita de material reciclado e que possa ser reciclada, se a destinação final dela não será a reciclagem e sim um aterro”, afirma Sophia Mendelsohn, certificada pelo LEED, Líder em Sustentabilidade e Responsável pelos Mercados Emergentes da Haworth.
Uma ferramenta internacionalmente utilizada pelo mercado para medir o tipo de impacto gerado por produtos, processos e serviços é o software LCA (Life-Cycle Assessment), que permite comparar níveis e usos de materiais. E este tipo de medição é importante por ser capaz de controlar a qualidade dos materiais e produtos e também a sustentabilidade.
“Outro ponto que chama atenção – e é preocupante – nos países emergentes é o uso de produtos químicos já considerados ilegais na Europa e EUA, que em países como o Brasil são abertamente utilizados”, conta Sophia Mendelsohn.
“Arquitetos e empresas de Real State possuem o poder de encorajar clientes a mudar, inovar na criação de produtos e projetos, e se tornarem referência na educação sustentável. Assim, se um cliente é encorajado a reutilizar materiais, fazer doações ou reciclar o que não é mais usado, estamos investindo em soluções corretas e dando um destino eficaz para os produtos antigos.”
Materiais alternativos:
A Haworth, maior fabricante de móveis corporativos do mundo, já utiliza na fabricação dos seus produtos materiais alternativos como bambu e palha de arroz. Um exemplo disso é a utilização da palha de arroz prensada – a casca representa 25% do peso de todo o arroz colhido - na fabricação das superfícies das estações de trabalho da linha AllWays da Haworth, concebida em sua fábrica na China.
“Além de ser livre de cromo hexavalente ou Clorofluorcarbonos, este é apenas um exemplo de como um produto pode ter design e ser sustentável ao mesmo tempo”, exemplifica a Líder em Sustentabilidade e Responsável pelos Mercados Emergentes da Haworth.
Fonte: Danielle Flöter